quinta-feira, 7 de abril de 2016

SEM LAMÚRIA 07/04/2016

SEM LAMÚRIA...
Iron Junqueira



            Quanto mais sofrerdes, meus amigos, tanto mais necessitareis do silêncio e da resignação, pois a provação, vivida com revolta e lamúria, não traz mérito e benefício algum.
            Quando o sofrimento seja ele o mais difícil de suportar, vos dominar por completo a alma, não desespereis de maneira alguma. Recordai que a dor é imprescindível para o aperfeiçoamento moral de cada um de nós.
            Há sofrimentos que são tempestades esfuziantes, por sobre nós, mas que devem ser suportados com a mente elevada aos Páramos da Luz, a fim de que não nos faltem as forças divinas para não vacilarmos.
            Toda tempestade de dores inenarráveis é de promoção porque passamos. Se soubermos superar com a chama da Fé ardendo em nossos corações esses momentos cruciantes da vida, virão, logo depois; ao nosso encontro, a recompensa do esforço virá pela elevação, mesmo porque as virações violentas dos padecimentos são tais como as virações formadas pelo vento; logo passam, deixando um clima de sossego...
            Nunca ouvistes dizer que, quando a felicidade é demais, é sinal de que momentos graves hão de vir? Os dias de imensa tranquilidade porque passam certas criaturas, representam instantes de refazimento e preparo — porque a tempestade virá.
            ... E quando a aflição está demais, quando a dor fustiga quais labaredas inclementes, é porque está bem próxima a hora da tranquilidade. Por isso é que se diz que “depois da tempestade vem sempre a bonança”; e que “como existiram dias piores, haverá dias melhores” e, finalmente, é por isso que se diz que “de hora em hora Deus melhora”. A voz Populi já conhece as faces da verdade.
            Quando, portanto, meus caríssimos, tudo estiver muito calmo em vossas vidas, preparai-vos: esses dias venturosos representam o prazo que tendes para “colocar querosene na candeia — porque a noite virá”.
            Mas quando os transes amargos estiverem experimentando a vossa paciência, não vos desespereis: à noite espessa e apavorante, responde o sol radioso e belo.
            Após as tempestades turbulentas e destruidoras, vem a calma e a ventura. Aí então é que podereis sentir como é santa a Paz, depois que a refrega nos alimpou, um tanto mais, a consciência...
            Brilha o sol após a noite negra e fria. Brilhe também a vossa esperança, nos momentos de dores e provações incontidas, porque a recompensa do teste valorosamente superado com a Fé e com a Resignação virá farta de alegrias — e forças novas!
            Não vos desespereis. Aprendei a valorizar o próprio sofrimento, transformando-o em virtudes e bênçãos: exercitando a beneficência, a tolerância, a resignação e o silêncio nos momentos graves, estarão enchendo de luz os vossos espíritos. Escudai-vos em Deus sempre, através da prece, e tereis força para sofrerdes, SEM LAMÚRIA...

            Não fales mal de ninguém — para ninguém.



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