segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ao encontro de Deus 04/04/2016.

AO ENCONTRO DE DEUS
Iron Junqueira



            — A falta de vigilância aparta-nos da prudência e do acerto, conduzindo-nos à precipitação e ao erro.
            Quando Jesus disse que “orássemos e vigiássemos”, antevia Ele o imenso torvelinho do mal em que nos enveredaríamos, em vista do nosso descuido.
            É preciso que antes de qualquer decisão imediata, e antes de qualquer iniciativa, reflitamos em torno do problema, recordando que o acerto só aparece na ponderação que oferece a prudência.
            Quantas aflições não podíamos ter evitado se antes da decisão houvéssemos ponderado serenamente, buscando “compreender, antes de sermos compreendidos, buscando ajudar, antes de sermos ajudado”?
            No entanto, frente a qualquer contrariedade, inopinadamente nos explodimos, perturbando a serenidade dos que nos cercam, ferindo corações enobrecidos, envenenando algumas generosas.
            Ah, quanta desventura a falta de vigilância já nos trouxe a todos. Prejuízos materiais e morais sem conta. Perda de amigos que deixaram de nos estimar, tão somente por causa da nossa imprudência.
            Todos os crimes de que temos notícia, todos os dramas e inquietações, os atritos e insucessos da nossa e da vida dos outros, tiveram origem na falta da Prudência que sempre nos pede — “orai e vigiai”...
            Sabemos de fatos infelizes que culminaram com a alegria de famílias inteiras. Não ignoramos que muitos de nossos irmãos já se precipitaram nos abismos mais profundos, e nos labirintos do vício e do desvario — tão somente porque andavam desnorteados e distanciados de Deus. E todo aquele que não adota os preceitos do Cristo como norma de vida, facilmente se resvala no caminho e se precipita no sofrimento.
            Os ímpios estão pululando ao lado dos incautos. As entidades sofredoras, a serviço do mal, que se agitam no plano invisível, imantam-se às criaturas desprevenidas, e fá-las agir segundo os seus propósitos escusos, arruinando-as por toda a existência.
            Mas os infelizes das trevas, esses espectros errantes, soprando maldades no espírito das criaturas — não suportam a carícia divina que a prece produz, e não toleram a cautela e a retidão dos prudentes, e afastam-se deles, mantendo-se, todavia, a espreitá-los, aguardando o ensejo de voltar a tentá-los, pois tudo fazem para evitar o surgimento da luz no coração dos homens, pois sabem que a luz no coração dos homens, pois sabem que a luz e o amor, no coração dos viventes, representam o cerceamento de sua influência negativa, e a expulsão de todo o mal que há nos homens, a cada passo que eles dão, AO ENCONTRO DE DEUS.


Nenhum comentário:

Postar um comentário