E GANHARÃO A ETERNA LUZ
Iron
Junqueira
Ó
vós que sofreis que andais aflitos e cansados: não permitais que o desespero
vos ensombre os corações, e nem que a revolta vos instale na alma, nos períodos
difíceis de vossas vidas.
“Lembrai-vos
de Mim — diz a esperança — que sou a Luz que viceja nos corações confiantes”.
Sou irmã da fé e da caridade, e venho vos consolar mais uma vez.
Estações
de alegria além da matéria aguardam os que sabem sofrer sem lamúria e sem
revolta. Outros sóis de luz mais intensa brilham além dos vossos olhos,
acalentando outras estações de vida no firmamento, comprovando-nos que
realmente “há muitas moradas na casa de nosso Pai”.
E
cada lágrima vertida no silêncio da vossa resignação e da vossa esperança,
representa uma sombra que se dissipa no vosso espírito; para atingirdes as
gloriosas paragens da luz eterna, urge que estejam límpidos como uma estrela,
simples como uma criança, alvos como os lírios dos campos — e rutilantes como
os sóis infinitos.
Para
alcançardes, no entanto, essa condição, é necessário vos esforceis na prática
do bem e no cumprimento das leis ministradas pelo Cristo, principalmente no que
se concerne à humildade, ao perdão e ao amor ao próximo.
Não
julgueis, por outro lado, que a luz é privilégio apenas dos santos, Não o é.
Jesus, o amigo dos enfermos morais que somos todos nós, jamais nos abandonou um
só instante. Permanece ainda agora curando as enfermidades físicas e
espirituais de todos os que o procuram, no campo da Caridade e do próprio
esforço de redenção.
Eu,
a Esperança, fui anunciada por Ele, anulando a presunção dos que se julgam
privilegiados pela luz, quando disse que “não se perderá uma só de suas
ovelhas”.
Como
podeis notar radiantes, não é a luz privilégio de alguns, mas certeza absoluta
que deve abundar todas as consciências, pois os ensinamentos divinos — que são
remédios para todos os vossos males — não são próprios apenas para os que se
julgam isentos de culpas, mas principalmente para todos os que se acham
enfermos do corpo e da alma, consoante, aliás, as palavras do próprio Médico
Sublime, que fora bem explícito — “os sãos não precisam de médico”.
Eis
porque deveis ter esperança. O sublimado Amigo não se encontra a restabelecer
os que consideram sãos (bons) — mas a todos os doentes do corpo e da alma, que
se dispuseram a busca-lo dentro de si mesmos, segundo os seus esforços de
ascensão para o bem.
E
ao vos convidar a ser “perfeitos como o vosso Pai o é”, Jesus debruçava em
vossos corações outro bálsamo de fé, coragem e esperança, pois anuncia com isso que sereis, um dia, cedo ou
tarde, inundados de intensa luz, graças ao concurso abençoado da reencarnação,
uma concessão a mais da bondade do Pai.
Assim,
deixareis de ser os doentes morais que hoje sois.
Tenhais,
portanto, muita esperança. Vossas dores e aflições encontrarão termo, um dia. É
preciso, contudo, que conserveis, nas vossas almas, a chama ardente da fé, da
esperança e da caridade.
Benditos
todos os que sofrem trabalhando no bem, por amor a Deus, pois serão aliviados
pela messe da caridade que semearem — porquanto, já foi dito:
“É
dando que recebereis,
é
amando que sereis amados,
é
perdoando que sereis perdoados,
É
GANHAREIS A ETERNA LUZ”

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