Quando
andamos desprevenidos pela vida, sem a sintonia direta com o Alto, através da
vigilância constante, estamos, sempre, na iminência de cairmos vítimas dos
ardis forjados pelas trevas.
O
indivíduo imprudente e divorciado de Deus é joguete das forças inferiores, a
rolar-se no charco dos vícios e a desesperar-se no ocaso da perdição.
Caminhar
pela vida distanciada de um roteiro espiritual, é tal como penetrar espesso
pantanal, onde as feras espreitam a fácil presa e onde as trevas apresentam
atoleiros.
Caminhar
pela vida sem a luz que vem do Alto, é tal como viver em noite eterna, onde não
corusca o brilho das estrelas, e nem chegam os raios que vêm do Sol.
Os
infelizes reclusos em hospitais, cadeias a manicômios, os que se acham atirados
pelos cantos da vida, são os que caminharam desprevenidos, e colhidos foram
pelas tempestades.
Esses
desventurados irmãos, sofrendo hoje as consequências dos seus erros, são os que
estiveram divorciados de Deus, alheios aos conclames de retidão, indiferentes à
vigilância necessária, em permanente conflito consigo mesmos.
Apresenta-nos
eles a lição da imprudência, pois carpindo hoje as consequências de seus erros,
ensinam aos homens que “o crime não compensa”, e que estar longe de Deus — é
estar junto de Mamom!
Anda
atento, portanto, meu amigo, e nunca desprezes a palavra que esclarece.
As
advertências que te visitam a consciência, podem partir da boca de uma criança,
ou do rosto de um malfeitor, ou da dor de um infeliz!
A
palavra que não traz o veneno da mal pode ser convite para o Bem.
Anda
vigilante, orando e servindo, buscando exemplificar, a todo instante, o roteiro
sublime do Bem, para que a Luz se faça no teu caminho, e para não andares
desprevenido pelas sombras.
Os
viajores desventurados, que hoje choram nos círculos do sofrimento, ou que
gemem nos leitos de hospitais, ou que se encontram reclusos nos manicômios, nas
cadeias e nos catres expiatórios, são os que temos como exemplo, a fim de
entendermos finalmente — que o andar divorciado de Deus, é estar de braços
dados com Mamom...
É
demandar-se ao precipício — ou CAMINHAR PARA A DOR!

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