segunda-feira, 2 de maio de 2016

CAMINHAR PARA A DOR 02/05/2016


         Quando andamos desprevenidos pela vida, sem a sintonia direta com o Alto, através da vigilância constante, estamos, sempre, na iminência de cairmos vítimas dos ardis forjados pelas trevas.
         O indivíduo imprudente e divorciado de Deus é joguete das forças inferiores, a rolar-se no charco dos vícios e a desesperar-se no ocaso da perdição.
         Caminhar pela vida distanciada de um roteiro espiritual, é tal como penetrar espesso pantanal, onde as feras espreitam a fácil presa e onde as trevas apresentam atoleiros.
         Caminhar pela vida sem a luz que vem do Alto, é tal como viver em noite eterna, onde não corusca o brilho das estrelas, e nem chegam os raios que vêm do Sol.
         Os infelizes reclusos em hospitais, cadeias a manicômios, os que se acham atirados pelos cantos da vida, são os que caminharam desprevenidos, e colhidos foram pelas tempestades.
         Esses desventurados irmãos, sofrendo hoje as consequências dos seus erros, são os que estiveram divorciados de Deus, alheios aos conclames de retidão, indiferentes à vigilância necessária, em permanente conflito consigo mesmos.
         Apresenta-nos eles a lição da imprudência, pois carpindo hoje as consequências de seus erros, ensinam aos homens que “o crime não compensa”, e que estar longe de Deus — é estar junto de Mamom!
         Anda atento, portanto, meu amigo, e nunca desprezes a palavra que esclarece.
         As advertências que te visitam a consciência, podem partir da boca de uma criança, ou do rosto de um malfeitor, ou da dor de um infeliz!
         A palavra que não traz o veneno da mal pode ser convite para o Bem.
         Anda vigilante, orando e servindo, buscando exemplificar, a todo instante, o roteiro sublime do Bem, para que a Luz se faça no teu caminho, e para não andares desprevenido pelas sombras.
         Os viajores desventurados, que hoje choram nos círculos do sofrimento, ou que gemem nos leitos de hospitais, ou que se encontram reclusos nos manicômios, nas cadeias e nos catres expiatórios, são os que temos como exemplo, a fim de entendermos finalmente — que o andar divorciado de Deus, é estar de braços dados com Mamom...

         É demandar-se ao precipício — ou CAMINHAR PARA A DOR!


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