quarta-feira, 11 de maio de 2016

EXPERIÊNCIAS TERRESTRES - 11-05-2016


Iron Junqueira


            Tudo devemos fazer para não falirmos na presente experiência terrestre.
         Muitos de nós, antes de nascermos, assumimos, nos círculos de aprendizado, no Plano Maior, sérios compromissos com a nossa consciência e com os abnegados instrutores espirituais, a quem chamamos, na terra, de “anjos de guarda”.
         Alguns de nós, a fim de resgatarmos dívidas seculares, e reparar experiências infelizes, voltamos à terra com o firme propósito de não reincidirmos nas mesmas falhas de antes.
         Há mesmo dentre nós os que, para não falirem pelas mesmas faltas, preferem voltar à terra sem a mola física que os fizeram cair.
         É por isso que vemos os cegos, os sem braços, os sem pernas, os sem saúde, os sem cordas vocais, os que se encontram na penúria, ou nas condições mais humilhantes. Isto porque temem cair de novo na infeliz utilização de quaisquer desses membros, órgãos ou recursos, e pedem, portanto, uma dessas provações.
         ...”Se o teu braço, ou os teus olhos — disse Jesus — forem causa de escândalo, arranca-os fora, pois bem melhor será para ti voltar sem esses membros que, com eles, falir de novo”...
         É certo, entretanto, que todos nós retornamos ao campo de experiências terrestres com uma missão a cumprir e com vastos defeitos a corrigir, pois quando de lá partimos, foi a nossa deliberação principal lutar para regenerar.
         Infelizmente, todavia, muitos de nós, ao entrarmos na vida, nos desviamos dos deveres sagrados e retornamos a dar vasão às nossas tendências inferiores, apesar de, muitas vezes, termos sido chamados, através da dor ou de qualquer outro modo, a cumprir com os nossos sagrados deveres de remissão, movimentando-se nos campos sublimes da Caridade.
         Quão imensa então não será a nossa desilusão quando, retornando para a nossa Pátria Verdadeira — que é o Plano Espiritual — sabermos que, mais uma vez, falimos, fragorosamente.
         “A quem muito foi dado, muito será exigido”. Se, portanto, recebemos uma grande oportunidade de recuperação moral e espiritual, na terra, exigida nos será a prestação de contas, e teremos, então, que “pagarmos ceitil por ceitil”, por todos os males que hajamos feitos.

         

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