Iron
Junqueira
Não
estamos autorizados a condenar o próximo em hipótese alguma, seja ele quem for.
Nem mesmo os que, diligenciados pela ignorância, esparramam a morte e o pranto
no caminho alheio.
Houve
alguém que, assentando-se à mesa com malfeitores, respondeu às inquirições de
hipócritas acusadores, dizendo-lhes:
—
“Os sãos não precisam de médico.” E aos que maldizem os outros, alertou alguém:
—
“Não acuseis para não serdes acusados. Com a mesma medida com que medirdes, vos
medirão também a vós...”
E
aos que tecem os fios da maledicência, urtigando o coração alheio e perdendo
tempo com motejos aos que servem no Bem, anunciou:
—
“Tudo o que fizerdes ao vosso próximo, é a vós mesmos que o fazeis...”
E
aos que abusam da palavra, semeando, com ela, o que não presta, declarou:
—
“Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da sua boca...”
E
aos que esparramam o sofrimento de qualquer natureza, asseverou:
—
“Pagareis ceitil por ceitil de todo mal que fizerdes...”
E
às criaturas arrogantes e cheias de presunção, que não se cansam de menosprezar
o próximo, adiantou:
—
“Aquele que se exaltar, será humilhado.”
E
aos acusadores:
—
“Aquele que estiver isento de erros, atirai a primeira pedra.”
E
aos que procuram o segredo da Paz e da Ventura nas coisas perecíveis do mundo,
revelou:
—
“Fazei ao próximo somente o que desejais que ele vos faça...”
E
finalmente, aos que trabalham sofrendo humilhações, mentiras, injustiças e
maldades por parte dos negligentes, disse:
—
“Bem-aventurados sereis quando, vos injuriando, fizerem todo mal contra vós por
meu respeito — pois grande será o vosso galardão nos céus...”
A
língua humana é portadora da perturbação e da morte, quando mal dirigida.
Não
nos faltam advertências nem fatos comprobatórios, anunciando que a maledicência
deve, o quanto antes, ser extirpada dos nossos lábios, porque é bem preferível
ser vítima da ofensa sem qualquer revide, que ser o ofensor carregado de
sofrimentos inauditos. É bem melhor amar, perdoar e servir sempre, que ser
amado, perdoado e servido. DISSE ALGUÉM.


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