segunda-feira, 20 de junho de 2016

EM ABUNDÂNCIA - 20/06/2016


Iron Junqueira

            Todos nós que já conhecemos, pelo menos em parte, o espírito real dos preceitos de Jesus, carregamos, nos ombros, um imenso fardo de responsabilidades, deveres estes que não podem ser adiados, porque adiados já foram, desde séculos atrás.
            O Evangelho, para os que já o conhecem, é tal como uma urna divina, em cujo bojo estão as melhores sementes para o melhor plantio. E todos os que já tiverem contado com as verdades celestes, retêm essa urna sagrada que precisa ser aberta para que as sementes das luzes eternas sejam semeadas.
            No entanto, retendo, conosco, essa urna divina, o que fazemos de especial? Nada. Apenas deixamo-la de lado e estamos, no campo da vida, correndo atrás de ilusões e banalidades, ávidos de sensações e de posses materiais, que nada trarão de especial para a nossa alma.
            De quando em vez, o Verdadeiro Dono da vinha, através de seus intermediários espirituais vem perguntando-nos pelo que fizemos de especial com as sementes sagradas que Ele nos entregou, ao fazer-nos conhecedores do Evangelho. Então, o Anjo Bom, que nos assiste a todos, pelos fios maravilhosos da intuição, pergunta-nos, benevolente:
            — O campo do Nosso Pai ainda não foi trabalhado por vós. E todos vós que retendeis a urna das sementes — que é o Sagrado Evangelho — tendes por dever que semear, pois fostes chamados a trabalhar para o Supremo Senhor, nesse campo extenso e maravilhoso da Caridade e do Amor, e não podeis permanecer inertes no desânimo, ou correndo atrás de borboletas azuis...
            Vede como é imenso o vinhedo do Nosso Pai. Notai também como foram muitos os chamados. Como foram demais os que receberam na urna das sementes divinas — mas reparai também, amigos, como são poucos os que, na lavoura do Pai, já semearam as sublimes sementes.
            Piedade! Semeai, semeai! Essas sementes já eram para ter dado outras sementes, após terem dado flores, frutos e perfumes! Mas, oh tristeza! Dentre vós, há os que, infelizmente — sequer abriram a urna!
            ... E chegara o tempo de eles já estarem descansados sob as árvores das sementes que plantaram.
            Olvidemos, meus amigos, as borboletas que voejam pelos campos; olvidemos o comodismo que nos oferece o caminho largo das ilusões, e abramos, sem demora, a urna das sementes espirituais, semeando-as, primeiramente em nossos corações — para que a árvore da nossa beneficência, doando sombra, flores, perfume e frutos para todos, sejamos, também, o abrigo acolhedor para o nosso espírito, após os sacrifícios e refregas da luta.

            Benditos todos aqueles que semeiam as divinas sementes da urna que receberam, pois um dia, depois do plantio, colherão EM ABUNDÂNCIA.

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