Iron
Junqueira
É
da harmonia no lar que nasce a felicidade da família. Para haver harmonia,
entretanto, é necessário que haja, em primeiro lugar, o entendimento em cada
consciência.
É
preciso saber entender o irmão rebelde. É preciso compreender os sentimentos,
as queixas e as falhas dos pais. É preciso compreender os problemas dos filhos
e conquistar-lhes a confiança. É imprescindível calar o revide e silenciar ante
a cólera uns dos outros. É preciso recorrer à calma, à paciência e à prece,
quando o equilíbrio do lar estiver sendo abalado pela incompreensão de alguns
familiares.
A
harmonia entre família exige entendimento mútuo:
Entendamos
a natureza do irmão nervoso e contribuamos para não aumentar os seus impulsos.
Antes, procuremos amainar as suas explosões com a compreensão e com a
paciência.
Entendamos
as dificuldades de nossos pais e colaboremos com eles, emprestando-lhes
concurso eficiente. Os pais são credores do nosso carinho, da nossa gratidão e
do nosso apoio, em todos os sentidos.
Entendamos
a pouca experiência de nossos filhos, conhecendo as suas aflições ocultas e
estendendo-lhes colaborações discretas. Ser pai é ser, antes, um mentor, um
conselheiro, um amigo e um irmão, antes de ser apenas genitor.
Entendamos
o valor do entendimento.
Saibamos
calar, quando, agitado, um dos nossos parentes começar a destruir a harmonia
doméstica. Nessas horas, se apelarmos para a calma, para o silêncio e para a
prece seremos o calmante eficaz contra o nervosismo doméstico.
Compreendamos
a eficácia de uma página edificante, a refulgir no Evangelho — e a estendamos a
todos, em conjunto, saneando, assim, os azedumes, os azorragues e os
desentendimentos no seio da parentela.
A
harmonia do lar, amigo, depende de ti. “Faze da tua parte que o céu te
ajudará”.
Depois
que o ambiente doméstico recebeu a bênção da felicidade, em virtude da harmonia
que ali plantaste, vai ao socorro do teu vizinho, dos teus amigos, conhecidos
ou inimigos, e mostra-lhes os recursos de paz e verdade que usaste para
implantar, no seio da tua família, a harmonia que precede o entendimento,
gerando a fraternidade e a Ventura.
Não
te representes tormento ouvir, com paciência, quem fala demais. Não te
amofinem, jamais, as más interpretações em torno da tua conduta. Não te seja
causa de cólera a fúria do teu adversário. Sê forte! Impassível! Tal como as
palmeiras que as tempestades não derrubam.
Levanta
a tua fronte. Não negues atenção a quem quer que seja. Vence o ódio do teu
inimigo com a vibração sublime do entendimento. Do entendimento é que nasce a
fraternidade.
Afirmam
por aí “que o homem é produto do meio”. Certo. Entretanto, que não sejas o
produto do meio, mas que seja o meio produto de ti, pois que, se vives
retamente, e se exemplificas o amor, o entendimento e a fraternidade, o meio em
que vives será contagiado pelas tuas virtudes, e contribuirás, então, com o
surgimento da harmonia entre todos.
A
fraternidade nasce do entendimento.
Ouçamos
o Líder, para que entendamos o entendimento:
“Se
alguém te pedir caminhar com ele mil passos, vai mais dois mil”...
“Se
alguém te pedir a túnica, cede-lhe também a capa”...
“Perdoa
não sete vezes, mas quantas vezes forem necessárias”...
“Não
fazes aos outros, o que não desejas te façam os outros a ti”...
“Se
alguém te bater numa face, oferece-lhe também a outra”...
“Aprende
de mim que sou manso e humilde de coração — eu sou o Caminho, a verdade, a
Vida. Ao Pai, ninguém chegará, senão por mim”...
Isso,
amigo, é entendimento. É caminho para a fraternidade. E fraternidade é caminho
para a Ventura, para a Glória — para Deus.
“Bem
aventurados os MANSOS E PACIFICADORES, porque eles possuirão a terra”...
Fraternidade-entendimento,
amigo.
ENTENDIMENTO-FRATERNIDADE.

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