Iron
Junqueira
Pelo
menos na área federal — até agora, foi o que se constatou — em função da
leviandade compulsiva de lula e (estranho!) de Dilma; o intocável, o correto, o
bom senso e o honesto transformaram-se num verbo só: surrupiar. Verbo que foi
desproporcionalmente conjugado pelos dois últimos mandatários petistas,
abusiva, farta e infantilmente, no sentido de que todo patrimônio brasileiro parece
que ficou a esmo, a descoberto, livre, diante de olhos ávidos e dedos rápidos,
como se a voz do povo — e da justiça brasileira dissesse: — Pega! É tudo seu!
E
por 13 anos consecutivos, Seu Alí e Dona Babá, facilmente juntaram integrantes
de sua quadrilha, não só brasileiros, também estrangeiros e levaram todo o
dinheiro da nação, procedente do suor e do esforço de todos os trabalhadores da
nação de Tiradentes.
A
Lava Jato comprovou até agora que essa quadrilha de potentados rasparam os
valores econômicos de todas as instituições e autarquias da União, sequer
ficando imune os correios, as loterias, os bancos, os trabalhadores — nem os centavos
do mais simples contribuinte, pois cobram tudo por carnês, caixas eletrônicos,
ficando o cliente sem condição de negociar, explicar, pois ninguém fala com
máquina. E os rapinadores, forçados a este ofício pelos ritos da firma, empresa
ou repartição pública, nem aparecem.
Percebeu-se,
tardiamente, graças à Lava Jato (que vem trabalhando há anos) que todos os
políticos, (com exceção de contáveis nos dedos) usufruíam dessa regalia de ter
o tanto que quisessem e pudessem? Além do Cartão Corporativo que lhes cobria de
suas mais caras às mais simples despesas? E saber que têm carros do ano, no
mínimo 2 ou 3, sem contar os seus, particulares, em suas cidades ou sítios? Só
a Prima (antipática) Dona contava com 61 serviçais! E tiveram a tolerância de
permiti-la usar a aeronave do Governo o quanto quisesse e para a finalidade que
bem entendesse! Uma rápida voadinha a Paris para uma comprinha de valores em bugigangas
era ingênua (?) ou sorrateiramente aceita pelos simplórios servidores
domésticos, palacianos?
Os
ditadores mais ralés, de republiquetas sustentadas por maconhas e mercadorias
falsificadas, conversas de quatro horas alugando seu povo, homens sanguinários,
covardões, que intimidam sua plebe com ameaças, até essa gentalha comprada,
vestida da cor de bananeira, vieram tirar onda nas nossas caras, a custo da
amizade que fizeram com o Casal Ali e Babá (e seus 400 milhões de ladrões). E
nos insultaram! Nos humilharam! Disseram que iam nos atacar! Nos ameaçaram!
Recebiam (em segredo) bilhões do Brasil, aqueles chefes tiranos e analfabetos;
enquanto assim agiam os chefetes, gente sofrida e miserável fugia para o
Brasil, não para litigar, mas desesperada e enfurecida, pedindo asilo e comida.
Então
quem são os heróis Fidel, Raul, Evo Morales, Maduro e outros mais? Os nababos,
rotundos, saciados e caras cheias do mais fino whisky, e quem são eles?
Os
heróis do Lula e da Dilma que queriam ombrear-se com os tiranos gentalha e
fazerem da América Latina uma Cuba gigante — que jamais chegará a tanto. Nem
mesmo com o bom senso de Barack Obama que abriu relações comerciais com a ilha,
no intento de livrar o sofrido povo cubano de cinquenta anos de atraso,
isolamento, sem condição de prosperar; de fome; revolta; e sem armas.
Os
tiranos que tanto falam em democracia e igualdade, o fazem para ludibriar a
população, enganá-la com promessas impossíveis, Bolsa Família, isonomia
salarial, mentiras e sonhos mirabolantes, e a população, que é facilmente
crível — que acredita em Papai Noel — cai nessa como as crianças que tiram
selfies de papais noeis de porta de loja, acreditam tão firmemente, nesses
caloteiros com a mesma cara infantil que os adultos ingênuos creem nas
promessas de pastores que vendem o perfume de Jesus Cristo em frascos
caríssimos, que podem ser pagos parceladamente, em cartão, cheques ou dinheiro;
acreditam neles como naqueles safados que vendem vassouras ungidas para deixar
sua casa limpa. Com as pessoas varrendo, limpam mesmo. Só não livra a cabeça
dos simplórios desse excesso de ingenuidade.
Pois
então. Pastores pilantras se assemelham a esses políticos enganadores. Prometem
aos eleitores tudo, se os elegerem para o Senado, para a Presidência da República,
para o Congresso Nacional, para a prefeitura, para serem vereadores ou deputados
estaduais. Depois que chegam lá, sem um pingo de pudor, roubam, tiram o máximo
que podem, nunca na casa dos mi, mas na casa dos bi, dos tri...
E
pior, não são punidos.
Por
quê? Ora, os tri, viram mansões, aviões, sítios, tríplex, contas na Suíça e
tudo isso que Sérgio Moro descobriu e está lutando para, no mínimo, buscar o
máximo do que levaram, e punindo os caloteiros vestidos de terno e gravata,
como se esta vestimenta os transformasse em probos e pessoas dignas de seus
votos. A menção sobre a roupa foi só uma ironia sobre os malandros do colarinho
branco. O estoico Juiz Sergio Moro, sozinho, não dará conta, pois o exército de
ladrões poderoso lota tanto o país que chega a “empurrar” para fora das
fronteiras, os poucos homens públicos, dignos, que nos restam.
O
Brasil está sem freio e, agora, não MOROsamente, está se preparando para
libertar o país dos invasores e sugadores das nossas riquezas.
Além
de Moro, há outros Juízes no país, com o denodo e o caráter do Juiz da Lava
Jato. Outros promotores federais estão chegando e, alguns, já trabalhando para
jorrar um desinfetante sobre a nação brasileira, livrando-a de tanta sujidade
moral que acabou com o Brasil.
Podem
confiar. Enquanto isso, os políticos que não creem em nada, vão levando a vida
e a vida os levando... de olhos gordos nos patrimônios públicos pensando e,
reciprocamente, exclamando, felizes:
—
Podem levar! É de quem pegar!
07-09-2016

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