quarta-feira, 14 de setembro de 2016

É DE QUEM PEGAR! - 14/09/2016


Iron Junqueira

            Pelo menos na área federal — até agora, foi o que se constatou — em função da leviandade compulsiva de lula e (estranho!) de Dilma; o intocável, o correto, o bom senso e o honesto transformaram-se num verbo só: surrupiar. Verbo que foi desproporcionalmente conjugado pelos dois últimos mandatários petistas, abusiva, farta e infantilmente, no sentido de que todo patrimônio brasileiro parece que ficou a esmo, a descoberto, livre, diante de olhos ávidos e dedos rápidos, como se a voz do povo — e da justiça brasileira dissesse: — Pega! É tudo seu!
            E por 13 anos consecutivos, Seu Alí e Dona Babá, facilmente juntaram integrantes de sua quadrilha, não só brasileiros, também estrangeiros e levaram todo o dinheiro da nação, procedente do suor e do esforço de todos os trabalhadores da nação de Tiradentes.
            A Lava Jato comprovou até agora que essa quadrilha de potentados rasparam os valores econômicos de todas as instituições e autarquias da União, sequer ficando imune os correios, as loterias, os bancos, os trabalhadores — nem os centavos do mais simples contribuinte, pois cobram tudo por carnês, caixas eletrônicos, ficando o cliente sem condição de negociar, explicar, pois ninguém fala com máquina. E os rapinadores, forçados a este ofício pelos ritos da firma, empresa ou repartição pública, nem aparecem.
            Percebeu-se, tardiamente, graças à Lava Jato (que vem trabalhando há anos) que todos os políticos, (com exceção de contáveis nos dedos) usufruíam dessa regalia de ter o tanto que quisessem e pudessem? Além do Cartão Corporativo que lhes cobria de suas mais caras às mais simples despesas? E saber que têm carros do ano, no mínimo 2 ou 3, sem contar os seus, particulares, em suas cidades ou sítios? Só a Prima (antipática) Dona contava com 61 serviçais! E tiveram a tolerância de permiti-la usar a aeronave do Governo o quanto quisesse e para a finalidade que bem entendesse! Uma rápida voadinha a Paris para uma comprinha de valores em bugigangas era ingênua (?) ou sorrateiramente aceita pelos simplórios servidores domésticos, palacianos?
            Os ditadores mais ralés, de republiquetas sustentadas por maconhas e mercadorias falsificadas, conversas de quatro horas alugando seu povo, homens sanguinários, covardões, que intimidam sua plebe com ameaças, até essa gentalha comprada, vestida da cor de bananeira, vieram tirar onda nas nossas caras, a custo da amizade que fizeram com o Casal Ali e Babá (e seus 400 milhões de ladrões). E nos insultaram! Nos humilharam! Disseram que iam nos atacar! Nos ameaçaram! Recebiam (em segredo) bilhões do Brasil, aqueles chefes tiranos e analfabetos; enquanto assim agiam os chefetes, gente sofrida e miserável fugia para o Brasil, não para litigar, mas desesperada e enfurecida, pedindo asilo e comida.
            Então quem são os heróis Fidel, Raul, Evo Morales, Maduro e outros mais? Os nababos, rotundos, saciados e caras cheias do mais fino whisky, e quem são eles?
            Os heróis do Lula e da Dilma que queriam ombrear-se com os tiranos gentalha e fazerem da América Latina uma Cuba gigante — que jamais chegará a tanto. Nem mesmo com o bom senso de Barack Obama que abriu relações comerciais com a ilha, no intento de livrar o sofrido povo cubano de cinquenta anos de atraso, isolamento, sem condição de prosperar; de fome; revolta; e sem armas.
            Os tiranos que tanto falam em democracia e igualdade, o fazem para ludibriar a população, enganá-la com promessas impossíveis, Bolsa Família, isonomia salarial, mentiras e sonhos mirabolantes, e a população, que é facilmente crível — que acredita em Papai Noel — cai nessa como as crianças que tiram selfies de papais noeis de porta de loja, acreditam tão firmemente, nesses caloteiros com a mesma cara infantil que os adultos ingênuos creem nas promessas de pastores que vendem o perfume de Jesus Cristo em frascos caríssimos, que podem ser pagos parceladamente, em cartão, cheques ou dinheiro; acreditam neles como naqueles safados que vendem vassouras ungidas para deixar sua casa limpa. Com as pessoas varrendo, limpam mesmo. Só não livra a cabeça dos simplórios desse excesso de ingenuidade.
            Pois então. Pastores pilantras se assemelham a esses políticos enganadores. Prometem aos eleitores tudo, se os elegerem para o Senado, para a Presidência da República, para o Congresso Nacional, para a prefeitura, para serem vereadores ou deputados estaduais. Depois que chegam lá, sem um pingo de pudor, roubam, tiram o máximo que podem, nunca na casa dos mi, mas na casa dos bi, dos tri...
            E pior, não são punidos.
            Por quê? Ora, os tri, viram mansões, aviões, sítios, tríplex, contas na Suíça e tudo isso que Sérgio Moro descobriu e está lutando para, no mínimo, buscar o máximo do que levaram, e punindo os caloteiros vestidos de terno e gravata, como se esta vestimenta os transformasse em probos e pessoas dignas de seus votos. A menção sobre a roupa foi só uma ironia sobre os malandros do colarinho branco. O estoico Juiz Sergio Moro, sozinho, não dará conta, pois o exército de ladrões poderoso lota tanto o país que chega a “empurrar” para fora das fronteiras, os poucos homens públicos, dignos, que nos restam.
            O Brasil está sem freio e, agora, não MOROsamente, está se preparando para libertar o país dos invasores e sugadores das nossas riquezas.
            Além de Moro, há outros Juízes no país, com o denodo e o caráter do Juiz da Lava Jato. Outros promotores federais estão chegando e, alguns, já trabalhando para jorrar um desinfetante sobre a nação brasileira, livrando-a de tanta sujidade moral que acabou com o Brasil.
            Podem confiar. Enquanto isso, os políticos que não creem em nada, vão levando a vida e a vida os levando... de olhos gordos nos patrimônios públicos pensando e, reciprocamente, exclamando, felizes:
            — Podem levar! É de quem pegar!
07-09-2016

                                                                                                             

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