Iron
Junqueira
Li num pedacinho de papel:
“O
céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” — (Mateus
24-35).
Na
terra tudo muda de tempo em tempo; cultura, hábitos, costumes e comportamento.
Veja o quão tudo é hoje e lembre-se de como antes era. O progresso trouxe o
futuro para o presente com todas as inovações que estão modificando o modo de
viver de cada qual. No entanto, antigos métodos aí permanecem incomodando e
obscurecendo a visão de muitos. Terá se revertido o modelo do poder? Sim, dirão
muitos de nós. Basta lembrar-se da segunda grande guerra e veremos que a
situação reverteu-se ou não. Antes eram as guerras, exércitos contra exércitos,
canhões contra canhões, bombas contra bombas, muitos destruindo muitos, tiranos
contra tiranos.
Hoje
não precisamos de exércitos. Basta um homem suicida explodir seu corpo minado
de artefatos bélicos para, com ele, morrerem centenas de pessoas, não
importando aos mandantes, se destroçaram vidas infantes, adultas ou idosas.
De
seu gabinete, o tirano aciona o dispositivo e uma nave destruidora sai a jato
de sua base e transforma em pó uma duas ou mais cidades, sem que se saiba de
onde saiu a máquina assassina. O que passou foi obsoleto. O moderno continua
rugindo lavas de ódio, interesses e ambição de poder. A peça vencida passou,
mas o homem continua, mal sabendo que se o bélico obsoleto passou a palavra de Alguém
não passou. O homem que a leu não a entendeu ou a interpretou a seu modo
peculiar...
Por
certo já escutou ditar de alguém na família, na escola, nalgum de seus
ambientes, mas não as compreendeu ou, sequer, lhes dera o valor que ela
merecia.
Um
exemplo muito atual está no trecho transcrito acima...
“O
céu e a terra passarão...”
Passam
os horrores, no entanto, os seus motivadores estão aí, fomentando as trevas, e
quando as palavras dEle se fazem ouvir pelo seu espírito, o homem as trunca, põe-nas
conforme sua vontade, sua conveniência, seus interesses e suas necessidades...
Pois
vejam o que fazem os ditos cristãos nas suas igrejas ou com as palavras que
ficaram...
Enriquecem-se!
Vivem do bom e do melhor enquanto a plebe padece para lhes produzir o lucro de
suas fanfarrices...
São
os falsos profetas, os falsos cristãos, os falsos doutrinadores.
São
os falsos dominadores da terra que usam as palavras que ficaram para executarem
seus discursos com que enganam seu povo, tem o jeito dos religiosos, mas esses
que tanto bem prometeram — são os políticos, claro que nem todos eles nem todas
suas siglas...
Ainda
há os espíritos infantis apregoando as palavras “que não passarão”, e
proclamam:
“Ele
voltará”... — ou “Ele está voltando”.
Penso
mesmo que, conforme Ele disse, “suas palavras não passarão”, e elas são Ele.
Precisa
Ele voltar para nos dizê-las novamente?
Descer
entre nuvens? Quererão vocês que Ele volte, como? Com que roupa?
Se
de terno e gravata ungindo vassouras ou uvas, vocês O confundirão com os
milhares que aí estão, enganando-os, exceto os honestos.
Se
do jeito que vocês O veem em gravuras, com vestes longas, a exemplo de sua
época, claro que vocês o matarão de novo, estimulados pelos idiotas,
perturbados e perturbadores, além dos políticos radicais que se pretendem os
donos da Verdade.
“Ora,
vestindo-se como Ele o fazia”? Por que não, nos modos de hoje? Então o
crucifiquem pra não continuar nos iludindo, fazendo-se passar pelo Cristo.
Talvez
se Ele aqui chegasse, diria:
—
As minhas palavras estão aí, um tanto truncadas, mas o capítulo do Evangelho Eu
sempre o reforço com o Exemplo de muitos que me ouviram e me entenderam; então,
eu vou, mas as “minhas palavras hão de continuar”.
Eu
vou. Vocês estão repletos de mestres, e fartos de ouvirem o que lhes deixei
escrito.
Um
dia eu voltarei. Mas no coração de todos.
Não
vestido de carne e osso.
09-08-2016

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