EXPERIÊNCIAS
TERRESTRES
Iron
Junqueira
Tudo devemos fazer para não falirmos na
presente experiência terrestre.
Muitos
de nós, antes de nascermos, assumimos, nos círculos de aprendizado, no Plano
Maior, sérios compromissos com a nossa consciência e com os abnegados
instrutores espirituais, a quem chamamos, na terra, de “anjos de guarda”.
Alguns
de nós, a fim de resgatarmos dívidas seculares, e reparar experiências
infelizes, voltamos à terra com o firme propósito de não reincidirmos nas
mesmas falhas de antes.
Há
mesmo dentre nós os que, para não falirem pelas mesmas faltas, preferem voltar
à terra sem a mola física que os fizeram cair.
É
por isso que vemos os cegos, os sem braços, os sem pernas, os sem saúde, os sem
cordas vocais, os que se encontram na penúria, ou nas condições mais
humilhantes. Isto porque temem cair de novo na infeliz utilização de quaisquer
desses membros, órgãos ou recursos, e pedem, portanto, uma dessas provações.
...”Se
o teu braço, ou os teus olhos — disse Jesus — forem causa de escândalo,
arranca-os fora, pois bem melhor será para ti voltar sem esses membros que, com
eles, falir de novo”...
É
certo, entretanto, que todos nós retornamos ao campo de experiências terrestres
com uma missão a cumprir e com vastos defeitos a corrigir, pois quando de lá
partimos, foi a nossa deliberação principal lutar para regenerar.
Infelizmente,
todavia, muitos de nós, ao entrarmos na vida, nos desviamos dos deveres
sagrados e retornamos a dar vasão às nossas tendências inferiores, apesar de,
muitas vezes, termos sido chamados, através da dor ou de qualquer outro modo, a
cumprir com os nossos sagrados deveres de remissão, movimentando-se nos campos
sublimes da Caridade.
Quão
imensa então não será a nossa desilusão quando, retornando para a nossa Pátria
Verdadeira — que é o Plano Espiritual — sabermos que, mais uma vez, falimos,
fragorosamente.
“A
quem muito foi dado, muito será exigido”. Se, portanto, recebemos uma grande
oportunidade de recuperação moral e espiritual, na terra, exigida nos será a
prestação de contas, e teremos, então, que “pagarmos ceitil por ceitil”, por
todos os males que hajamos feitos.

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