NÃO
FALES MAL DE NINGUÉM PARA NINGUÉM
Iron
Junqueira
Queres
que a calma esteja sempre contigo, aprende a valorizar a tua língua, utilizando-a
segundo o brilho do moral e da decência: não fales mal de ninguém para ninguém.
Se
és vítima das línguas maldizentes, não pares na tua caminhada para revidares as
mentiras, pois quanto mais te preocupares em te defender, tanto mais se arvora
a calúnia sobre ti. A melhor resposta para a calúnia é o silêncio, e o melhor
revide para a maledicência — é o perdão. O que deve te importar, antes de tudo,
é o dever cristão que te recomenda: não fales mal de ninguém para ninguém.
Adota
a calma como norma para o teu equilíbrio, e não te agites em polêmicas e
discussões inúteis. Há os que não gostam das verdades que nascem das polêmicas,
e que podem te perturbar a consciência com o verbo do despeito, da calúnia e
das mentiras. Silencia o quanto puderes, quando notares que a conversação pode
melindrar alguém, porque tu já sabes que não é do homem — falar mal de ninguém
para ninguém.
Prossegue
no Roteiro de seres melhor do que hoje, e não te retenhas a escutar o que não
presta, porque também aprendeste com a Doutrina do Consolador que “aquilo que
não presta, não presta mesmo”. Também não presta aquele cuja palestra não obedece
ao conclame — “não fales mal de ninguém para ninguém”.
Se
as forças do mal enxameiam os círculos dos homens, semeando a discórdia e o
infortúnio, é tão somente porque a vida do semelhante não fora ainda,
infelizmente, respeitada por cada um de nós. Isto porque caímos no engano e nos
julgamos melhores ou superiores ao semelhante, azorragando a sua vida com a
nossa palavra desmedida e habituada a ferir. Bem melhores viveremos um dia,
queridos irmãos, quando reconhecermos que a harmonia entre nós depende também
do reclame — não fales mal de ninguém para ninguém.
Nos
lares, nos locais de trabalho, nas ruas, nas esquinas e em todos os cantos da
vida, existem as criaturas que, moralmente, não se resguardam cuja vida é um
tormento indiscutível que parece não ter fim, e isto apenas porque, nas suas
consciências, não chegou a frase da prudência que anuncia — não fales mal de
ninguém para ninguém.
Meu
grande amigo! Tu que és inteligente, recorda do Mestre da Vida a dizer-te que
“nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai de sua boca”. Isto porque
a palavra que despedes é detentora de poderosa energia que tanto pode
construir, como destruir, conforme a sua qualidade. E as ondas magnéticas
dessas palavras inferiores, após perturbarem a pessoa de quem falas, retornam a
sua fonte produtora que és tu, envolvendo teu ser com tudo aquilo que elas
representam de mal. Por isso é que todos nós não vivemos apenas de pão, mas
também do que dizemos.
Aprende
a verdade que te visita o espírito neste instante, respeitável ouvinte e, pela
tua vida, em momento algum, e por motivo algum — NÃO FALES MAL DE NINGUÉM.

Nenhum comentário:
Postar um comentário