terça-feira, 19 de abril de 2016

NÃO FALES MAL DE NINGUÉM PARA NINGUÉM 19/04/2016

NÃO FALES MAL DE NINGUÉM PARA NINGUÉM
Iron Junqueira


         Queres que a calma esteja sempre contigo, aprende a valorizar a tua língua, utilizando-a segundo o brilho do moral e da decência: não fales mal de ninguém para ninguém.
         Se és vítima das línguas maldizentes, não pares na tua caminhada para revidares as mentiras, pois quanto mais te preocupares em te defender, tanto mais se arvora a calúnia sobre ti. A melhor resposta para a calúnia é o silêncio, e o melhor revide para a maledicência — é o perdão. O que deve te importar, antes de tudo, é o dever cristão que te recomenda: não fales mal de ninguém para ninguém.
         Adota a calma como norma para o teu equilíbrio, e não te agites em polêmicas e discussões inúteis. Há os que não gostam das verdades que nascem das polêmicas, e que podem te perturbar a consciência com o verbo do despeito, da calúnia e das mentiras. Silencia o quanto puderes, quando notares que a conversação pode melindrar alguém, porque tu já sabes que não é do homem — falar mal de ninguém para ninguém.
         Prossegue no Roteiro de seres melhor do que hoje, e não te retenhas a escutar o que não presta, porque também aprendeste com a Doutrina do Consolador que “aquilo que não presta, não presta mesmo”. Também não presta aquele cuja palestra não obedece ao conclame — “não fales mal de ninguém para ninguém”.
         Se as forças do mal enxameiam os círculos dos homens, semeando a discórdia e o infortúnio, é tão somente porque a vida do semelhante não fora ainda, infelizmente, respeitada por cada um de nós. Isto porque caímos no engano e nos julgamos melhores ou superiores ao semelhante, azorragando a sua vida com a nossa palavra desmedida e habituada a ferir. Bem melhores viveremos um dia, queridos irmãos, quando reconhecermos que a harmonia entre nós depende também do reclame — não fales mal de ninguém para ninguém.
         Nos lares, nos locais de trabalho, nas ruas, nas esquinas e em todos os cantos da vida, existem as criaturas que, moralmente, não se resguardam cuja vida é um tormento indiscutível que parece não ter fim, e isto apenas porque, nas suas consciências, não chegou a frase da prudência que anuncia — não fales mal de ninguém para ninguém.
         Meu grande amigo! Tu que és inteligente, recorda do Mestre da Vida a dizer-te que “nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai de sua boca”. Isto porque a palavra que despedes é detentora de poderosa energia que tanto pode construir, como destruir, conforme a sua qualidade. E as ondas magnéticas dessas palavras inferiores, após perturbarem a pessoa de quem falas, retornam a sua fonte produtora que és tu, envolvendo teu ser com tudo aquilo que elas representam de mal. Por isso é que todos nós não vivemos apenas de pão, mas também do que dizemos.

         Aprende a verdade que te visita o espírito neste instante, respeitável ouvinte e, pela tua vida, em momento algum, e por motivo algum — NÃO FALES MAL DE NINGUÉM.


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