VAI!
SEGUE!
Iron
Junqueira
A
verdade já foi fita. Experimentaste-a então e modificaste a tua vida.
Distribuíste
o bem, plantando a felicidade. Esparziste fraternidade, socorrendo e
colaborando. Exemplificaste os preceitos de bondade que te foram ministrados, e
o perfume das virtudes expandiste pelo teu caminho.
Realizaste
muito em pouco tempo, ao penetrares, na vida, pela porta estreita.
Entretanto,
ao primeiro empeço, desnorteaste. Porque estavas feliz, esqueceste da prudência
e colheste as infelizes sugestões dos teus impulsos, e vieram ao encontro as
consequências.
Foi-se
então a tua alegria. A tua bonança, foi-se. Desesperaste. Clamaste. Bradaste.
Acrescentaste até era impossível o teu reajuste.
Parvo! Não te foi dado conhecer flamas da
verdade? Eram suficientes para te defenderes de ti mesmo!
Mas
esquecido de que o teu maior inimigo eras tu próprio, deixaste te envolver
pelas próprias emanações negativas — e grande foi a tua ruína!
Mas,
se te sugerem: — “Nunca é tarde, amigo! Recomeça”!
Voltas
a clamar: — Qual! Não tenho sorte!
Criança!
Recorda-te que vives segundo o teu “eu”: Se és infeliz, é porque não sabes
viver no Bem; se caminhas nas trevas, não despertaste ainda para a luz; e se és
pessimista, fracassado, vencido, é porque não tens fé em ti, nem as verdades
sublimes, principalmente porque te fenece o ânimo à primeira pedra do caminho.
Ora,
se tropeçaste e caíste, levanta-te e segue! Da outra vez também não tombaste, ao
tropeçares
nas consequências dos teus erros e não te ergueste? Sim. Embora por pouco
tempo...
Mas
nunca é tarde. Voltes a ser forte — invencível! Mal algum penetra as rochas do
caminho. Sê, pois, como as rochas!
Sê
firme, inabalável, rijo! Imbatível como as palmeiras! Mas sempre humilde e bom
— sempre prudente.
Tu
és o Lázaro que, morto, podes ressuscitar, acrisolando o teu espírito e
conquistando a tua glória.
—
Todavia, — lastimas — meus familiares não me compreendem os propósitos e me
provocam quedas, quando tento ser melhor...
Ingênuo!
Ninguém pode prostrar-te ao chão, senão tu mesmo. Quem, afinal, dirige os teus
impulsos, não és tu? Por que, ora, me falas de outros?
Igualmente
não te foi dito que, “numa família onde houver cinco pessoas, duas estarão
contra três — e três estarão contra duas”?
E
podem todos estar contra ti, e saíres vitorioso, se quiseres...
“Ama-os,
antes de seres amados; compreende-os, antes de seres compreendido; perdoa-os,
antes de seres perdoado”. Também isto já te não foi dito?
Vamos!
Dá-me a tua mão! Levanta-te e segue!
Vê
o caminho! É extenso demais para te estacares no desânimo.
E
tu me dizes: — Mas há tantos espinhos...
E eu te acrescento: — Porém, há tantas
flores!...
E
falas-me: Mas, vê! Quanta sombra!
E
eu te concito, no entanto: — Ilumina-te e terás luz!
Mas
recuas ainda: — Tenho medo.
E
eu te recordo: “ Se Deus está contigo quem poderá estar contra ti”?
E me solicitas,
enfim: — Dá-me, então, um roteiro.
— Pois sim,
amigo: “faze aos outros, somente o que desejarias que os outros te fizessem”...
E me inquires
também: Que caminho devo seguir?
— O do Bem.
Aquele caminho apertado que conduz à vida...
Agora, dá-me tua
mão, levanta-te e — segue! Vai caminhando.
Sê bom, humilde,
e responde todo o mal com o bem. Se te ferirem na estrada, perdoa e segue!
Quando
mentalizares o revide, ouvirás alguém te falando, no recôndito da alma: —
“aprende de mim, que sou manso e humilde de coração...” — e segue!
E se as vozes de
Mamom te sugerirem: — “Desanima tolo!” — escutarás outra vez o Grande Amigo: —
“Não deverá se perder uma só de minhas ovelhas”... E lutando com amor e
esperança — segue!
Se as forças te
faltarem — “pede-a, e a obterás”. “O Pai não abandona a nenhum de seus
filhos”... E segue, afinal, para a frente e para o Alto”.
Com a alma
voltada para os céus, sê grande, amigo, sendo pequenino entre todos! Espalhando
pelo teu caminho os dons do amor, não queiras ter, sequer, onde reclinar a
cabeça — e vai! Trabalha, ajuda, socorre, ampara! Enfeitando teus caminhos com
as flores da caridade — VAI! SEGUE!

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