segunda-feira, 30 de maio de 2016

O SOS E O SOS DOS SÓS 26/05/2016


Iron Junqueira

            Vai retirar das ruas o pequenino esmoler.
            Louvado seja Deus que movimenta os seus servos!
            Recolhendo da mendicância, as criancinhas —
            Amparemo-las!
            Socorramos, primeiramente, o seu lar: há pais enfermos, viciosos — ou velhinhos;
            Paralíticos, negligentes — ou moribundos!
            Há mãezinhas viúvas, anciãs — doentes;
            Inválidas, cansadas — sofredoras.
            Mas todos sem tudo!
            Há genitores que trabalham dia e noite.
            Que agem! Lutam! Mas debalde.
            A miséria oprime, castiga — maltrata!
            Há os consortes que, laborando intensamente — não superam a clangorosa miséria.
            E esta lhes arrebata os filhinhos para as ruas: vão mitigar a própria fome, estendendo mãos à caridade — e pede pão, roupa — remédio!
            Retirar da rua o pequeno mendigo, sem lhe socorrer o lar — é tirar-lhe o prato de comida, é tirar o valioso concurso dos pais!
            Recolhendo-o das ruas, socorrendo o lar, é ser-lhe um segundo pai, um protetor, é dar-lhe sorriso, ventura, esperança, é dar-lhe vida nova, sem fome, sem frio, sem gemidos.
            Mas com escola e trabalho: — o melhor roteiro.
            Socorrendo-lhe o lar, colaborando com os seus pais — é fazê-lo sentir que, finalmente, já vale o sacrifício da mãe, no tanque de lavadeira.
            Que vale a luta do genitor, dia e noite. Noite e dia.
            Os órfãos ao serem afastados da mendicância, serão esperados nas creches, e nas escolas.
            Aonde irei levar-lhes o meu amor.
            A minha prece — o meu abraço.
            A minha fé — a minha esperança: é nas crianças que corusca o amanhã luminoso — para a minha pátria!...
            Para o nosso Brasil — esse “coração do mundo” — que será melhor.
            Mais fraterno — sem hostilidades.
            Mais elevado — sem injustiças.
            Mais humano — sem desamparados.
            Mais sublime — sem desavenças.
            Mais cheio de amor e de Luz — como deve ser todo coração — mormente o “coração do mundo, pátria do evangelho” — Brasil.
            O S.O.S. de Anápolis, ouvindo o SOS dos que estão SÓS — reuniu os trabalhadores fraternos — os seus servos, e vai recolher os pequeninos mendigos — socorrendo-lhes também o lar.
            A esses Samaritanos do Século Vinte e Um — o abraço e a gratidão de todos os goianos.
            De todos os pais... de todos os bons — e justos.
            E todos os Anapolinos irão colaborar com o S.O.S.
            ... Atendendo o SOS! — dos que estão SÓS.




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