quarta-feira, 1 de junho de 2016

UM REI DIFERENTE 29-05-2016


Iron Junqueira

            Senhoras e senhores:
            Neste momento toda a humanidade é um imenso coração que pulsa num peito amoroso e indefinivelmente brando — no peito de Jesus, o Rei Excelso que, para não humilhar os ricos — não quis nascer entre os pobres... E para não desdenhar os pobres — não quis nascer entre os ricos... E para indicar que somos todos iguais, e que ele não tem predileção entre nós, e que nos ama a todos igualmente, achou de justiça — nascer entre pacíficos animais numa estrebaria, como se estivesse a nos dizer também que não devemos menosprezar nem mesmo os irracionais e, muito menos então, os homens...
            Embaixador dos céus, não podia pretender os tronos dos monarcas alvoroçados, que chegaram a supô-lo um pretendente às coroas cravejadas de ouro e pedrarias coruscantes, a ponto de autorizarem o extermínio de crianças, a fim de atingi-lo também. Todavia, como deixara a companhia dos Anjos para vir ter conosco, não podia estar desavisado quanto ao risco que corria e, por isso mesmo, não fora alvejado pela incúria dos homens, não fora abordado pelo gládio da morte brandido pela inveja, pela ambição e pelo medo espantoso dos soberanos.
            Na condição de Medianeiro do Grande Pai e Mensageiro das Verdades Eternas, pretendia bem ao contrário do que pensaram os homens, um reino simples, sem trono e sem pedrarias, sem exércitos e palácios, mas um reino de Amor e humildade, trabalho e redenção, instalados no trono do coração humano, onde então poderia ser o Rei de todos nós, o “Príncipe da Paz” escolhido pelo Soberano dos Soberanos, que o elegeu pelo grande amor que ele sempre dedicara a seus irmãos menores, que somos todos nós...
            Foi então que as vozes dos monarcas se calaram. Foi então que os punhos cerrados se afrouxaram. Foi então que os gládios da morte se arrefeceram. Foi então que todos sorriram, ao escutá-lo:
            — “O meu reino não é deste mundo...
            ... Está no coração do homem”.
            “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento”...
            “Eu não vim trazer a paz (da ociosidade). Mas o fogo (da renovação humana)”...
            “E bendito é aquele que me seguir, porque grande será o seu galardão”...
            “... E bem aventurados serão os mansos, pois dos tais será a terra”...
            “... E quando vos ofenderem vos humilharem e vos fizerem todo mal contra vós, por minha causa, agradecei a meu Pai que está nos céus — pois grande será o vosso galardão”...
            “... Ó vós, que estais cansados, oprimidos e sobrecarregados, vinde a Mim — Eu vos aliviarei”...
            “... E quando vos baterem numa face, oferecei também a outra”...
            Um Rei assim, amigos da terra, poderia assentar seu trono na pobreza dos tesouros humanos?
            Forjador de todas as galáxias e criador da humanidade e das estrelas, poderia aspirar tronos “suntuosos” dos homens?
            ...É que, para ele, não existe coroa melhor do que aquela com que envolvemos a Sua abençoada fronte, pois compreendia que, na nossa pobre condição de inferiores, só podíamos, na verdade, oferecer-lhe isto mesmo, razão pela qual sempre nos perdoou e sempre nos amou e amará.
            O trono que esperou dominar foi o coração do homem. E passados que foram dois mil anos, ainda é ele que reina intocável, em todas as almas do universo.
            Louvado seja, pois o Grande Rei — e abençoados todos os seus adoráveis súditos que somos nós, sem exceção de um sequer.
            A vitória final foi do Bem, do Amor e da Luz.
            O Cristo domina a todos. E reina sobre tudo. Sua coroa hoje são as mãos de Deus, Nosso Pai. Seu reino, é todo o universo — seus súditos, os soberanos da terra, as criancinhas, os operários, os criminosos, os bons, os justos, os maus... Porque a todos Ele ama igualmente, acreditando na recuperação de um por um dos seus filhos, pois disse: — “Não se perderá uma só de minhas ovelhas”...
            “... Glória, pois, a Deus, nas alturas — e paz na terra aos homens de boa vontade”.




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