terça-feira, 12 de julho de 2016

À JUVENTUDE - 12/07/2016


IRON JUNQUEIRA

            Jovem:
            Já te hei falado e outra vez te repito:
            Sana, da tua mente, os pensamentos sombrios.
            Os teus impulsos doentios — sufoca-os!
            Os teus arroubos, a tua ira, a tua insipiência — não passam de convites ao precipício!
            Cuidado: as ilusões e os sonhos infantis não mais são próprios para a tua alma!
            Se ainda te deténs nas futilidades, no ócio...
            Se ainda anseias por comodismo e deleites...
            Se ainda pretendes tesouros, regalias — nada mais...
            Se ainda não laboras, nem estudas, nem reages — estás ainda estacionado, lamentavelmente!
            O teu soerguimento — só depende do teu “eu”.
            Mas se não melhoras enquanto é tempo...
            Se não corriges os teus sentidos e, mesmo os teus olhos, acrisolando a tua mente — e o teu coração...
            Se não “estudas tudo — e não reténs o melhor”...
            Se não “fazes a outrem somente o que desejas — que os outros a ti fizessem...”
            Se não reages contra o teu “eu” inferior...
            Contra as sombras e os males que há em ti...
            Se não lutas para te renovares, integralmente — grande será a tua ruína!
            Recorda amigo, que o porvir de ti espera: se hoje és de mente deteriorada — e não a recuperas...
            De sentimentos mesquinhos — e não os enobreces...
            De coração cheio de trevas — e não o iluminas — o que não será, então, o teu futuro?
            Ora, se hoje plantas sementes podres — esperas, na colheita, frutos opimos?
            Não, amigo! Não sê como os ignaros.
            Que apenas creem no que aprendem e assimilam o seu estreito e orgulhoso entendimento, cuja filosofia, obscura como eles, se limita tão só, do berço à sepultura...
            Vai mais além! Sê mais amplo! Sê mais vasto: crê numa Verdade Única, sem princípio nem fim, que as arguições te satisfaçam: Deus!
            Difere-te de todos em sentimentos — em compreensão.
            Primando-te pela bondade, pelo amor — pela Luz!
            Livra-te sem tardança das inferioridades, e levanta, à Majestade Suprema, o teu espírito!
            Busca a Verdade sem rebuços, sem emendas — sem rodeios... sem dogmas... sem modelos outros, a não ser o Cristo: só ele é “o caminho, a Verdade — a vida”!
            Não sê como os parvos que, desconhecendo a si mesmos, tentam falar de tudo — e nada falam...
            Bem melhor seria se fossem mudos: o silêncio colabora com a Verdade.
            Tu, amigo — sê mais evolucionista...
            Faze como, em nome do Cristo, te ordenou Paulo: “estuda tudo — e retenhas o melhor”.
            Não vai pelos outros, nem por mim que te falo — mas por ti mesmo: “querer é poder”.
            A verdade te libertará! Busca-a — e a acharás!
            Não te foi dito?
            E, com Ela, te livrarás da mediocridade cuja alma te envolveu — milenarmente.
            Liberto, então, das sombras, onde tateavas, caminharás, no Bem, com o Cristo — para o Alto!
            Não fiques aí, como um tolo, olhando o mundo.
            Entra nele renovado, e sê a candeia que iluminará as turvas consciências, despertando-as, também, para a Luz!
            Já te hei falado de tudo, amigo, e outra vez te conclamo:
            Sai da sombra! Vem para o Sol!
            Sente o seu fulgor — e ama, perdoa e segue!
            Sê bom... muito bom — cada vez melhor...
            Muito melhor — ilimitadamente!




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